Cirurgia Plástica

Avaliação e tratamento da fisioterapia respiratória no pós-operatório de cirurgias plásticas.

Avaliação e tratamento da fisioterapia respiratória no pós-operatório de cirurgias plásticas.

Revisão de literatura sobre avaliação e tratamento da fisioterapia respiratória no pós-operatório de cirurgias plásticas. O objetivo foi identificar condutas fisioterapêuticas para alterações respiratórias após cirurgia plástica estética. Método: revisão sistemática em PubMed, PubMed Central, Lilacs, Bireme e Science Direct; de 409 artigos encontrados, apenas 5 foram relevantes e, entre estes, somente dois convergiram quanto a complicações em cirurgia plástica estética, com foco no pós-operatório e alterações dos volumes pulmonares. A cirurgia abdominal pode reduzir volumes e capacidades pulmonares em até cerca de 50% dos valores pré-operatórios, sobretudo nas primeiras 24-48h, tendo a paresia diafragmática como principal determinante; complicações incluem atelectasias, tromboembolismo, edema pulmonar, embolia gordurosa e insuficiência respiratória. Estudos avaliados mostraram queda da função respiratória no 4º dia pós-operatório, com normalização da CVF e do PFE até o 30º dia, mas VEF1 ainda reduzido; falta de estudos de boa qualidade comprometeu conclusão categórica; não há consenso sobre a atuação da fisioterapia no pós-operatório de cirurgias abdominais. A fisioterapia respiratória pode minimizar a morbimortalidade, mas ensaios clínicos controlados e randomizados e metanálises são necessários para sistematizar sua atuação.

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