Cirurgia Plástica
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Estudo experimental analisou os efeitos da terapia ILIB modificada em pacientes submetidos à cirurgia plástica. A amostra incluiu 44 voluntários, de 30 a 50 anos, com condições pós-operatórias comuns, divididos igualmente em quatro grupos. G1 iniciou 24 h após a cirurgia com dispositivo desligado; G2, 24 h, com dispositivo ligado; G3 e G4 iniciaram três dias após, com dispositivo desligado e ligado, respectivamente. Cada sessão durou 30 min, usando 660 nm (vermelho), energia 180 J. Em todos os grupos, a terapia foi diária por sete dias e depois três vezes por semana até completar 21 dias, com reavaliação após 7 e 21 dias. Houve alterações na FC de repouso, PA sistólica e diastólica e saturação periférica de oxigênio, com diferença significativa nos grupos que usaram a terapia ligada (p<0,05). Na Escala McGill, a média do escore total apresentou queda mais acentuada nos grupos que usaram ILIB (p<0,05). A ILIB pode ter prevenido evolução mais significativa dos níveis de fibrose; contudo, não foram observadas mudanças na avaliação do sono e da ansiedade. A aplicação da ILIB em pacientes submetidos à cirurgia plástica foi apoiada em termos hemodinâmicos e de dor; além disso, iniciar a aplicação 24 h após o procedimento mostrou-se mais vantajoso.

Estudo descritivo, quantitativo e qualitativo, exploratório, tipo levantamento de dados, analisou 34 prontuários de pacientes submetidos à fisioterapia pós-operatória de blefaroplastia na Clínica Biofisio entre 2001 e 2009, além de revisão bibliográfica. Objetivou investigar a atuação do fisioterapeuta e propor protocolo para o pós-operatório. A amostra teve média de idade de 54,7 anos (37 a 72), sendo 88,23% mulheres. A maioria iniciou a fisioterapia após o sétimo dia pós-operatório (47,06% entre o 7º e o 11º DPO) e realizou entre 9 e 13 sessões (50%); a média foi 11 sessões. Edema esteve presente em 100% dos pacientes; houve ectrópio (4 casos), hematoma (3), equimose, aumento da sensibilidade dolorosa, cicatriz hipertrófica e esclera aparente. Drenagem linfática manual e massagem do tecido conjuntivo foram usadas em 100%; cinesioterapia e radiofrequência em 8,82%. Concluiu-se que, com base nos prontuários e nas fases de cicatrização, sugere-se protocolo fisioterapêutico para o pós-operatório de blefaroplastia, modificável conforme técnica cirúrgica e evolução individual.

Este relato de caso avaliou o efeito da laserterapia de baixa potência na deiscência cicatricial no pós-operatório de lipoabdominoplastia. Paciente do sexo feminino, 25 anos, submetida à lipoabdominoplastia em 16 de fevereiro de 2017, procurou fisioterapia em 13 de março de 2017 com deiscência cicatricial. A lesão apresentava 7 cm de comprimento e 2 cm de largura. Foi iniciado tratamento farmacológico (diprogenta, óleo de girassol, cefalexina 500 mg, pomada com sulfadiazina de prata e, ao final, pomada à base de dexpantenol) e fisioterapêutico com laser AsGa, 12 segundos, 6 J, pontual e sem contato, aplicado diariamente, com registro fotográfico diário, durante 40 dias (até 22 de abril de 2017). Observou-se melhora progressiva da deiscência, com redução da inflamação local, reorganização tecidual e fechamento da ferida, restando apenas a cicatriz cirúrgica ao final do tratamento. Os autores concluem que a laserterapia demonstrou efeito positivo na recuperação do tecido lesionado, sinalizando abordagem não invasiva segura e benéfica. Ressalta-se a ausência de análise histológica para confirmar biomodulação e aumento de colágeno. Estudo aprovado pelo comitê de ética da UFRN (protocolo 080112/2017).

Este estudo teve como objetivo sugerir uma proposta cinesioterapêutica para o pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas. Foi realizada uma revisão sistemática nas bases de dados Scielo e Pubmed, utilizando palavras-chave e termos combinados, totalizando 1.123 artigos; no entanto, destes, apenas 10 apresentaram relevância para o estudo. Diante da escassez literária, foi considerado também o relato de experiência clínica de 31 fisioterapeutas, alunos da pós-graduação em Fisioterapia Dermato-Funcional da Universidade Potiguar. Os resultados foram descritos de acordo com a fase inflamatória e o tipo específico de cirurgia (lipoaspiração, abdominoplastia, blefaroplastia, ritidoplastia e mamoplastia), tendo sido proposta uma abordagem cinesioterapêutica específica para cada uma delas. Conclui-se que, embora os resultados clínicos existam e sejam satisfatórios, há carência literária acerca dessa abordagem específica, fazendo-se necessárias mais publicações com essa temática.

Ensaio clínico controlado randomizado avaliou o efeito da Cranial Electrotherapy Stimulation (CES) sobre níveis de depressão e ansiedade em 30 mulheres no pós-operatório de cirurgia plástica estética, entre o 5º e o 45º dia, divididas em grupos controle e tratado. O CES foi aplicado a 0,5 Hz, 600 microampères, 20 minutos, três vezes por semana, totalizando 10 atendimentos. Utilizaram-se os questionários de Zung e de Hamilton antes e após o tratamento. Na Escala de Zung, 94% estavam na faixa de normalidade e 6% apresentavam depressão leve, sem casos graves; as médias foram 38,13 no controle e 37,60 no tratado. Na Escala de Hamilton, a comparação inicial intragrupos não mostrou diferença significativa (p=0,5053; t=0,6749), indicando homogeneidade. Houve diferença significativa entre os grupos (p<0,001). No grupo controle, a redução pré-pós foi significativa (P<0,0001; t=6,134; médias de 19,4 para 6,6). No grupo tratado, a redução pré-pós também foi descrita como significativa (P>0,0004; t=4,562; médias de 17,33 para 7,93, conforme o estudo). Apesar de efeitos positivos sobre a ansiedade, o grupo controle também apresentou melhora significativa, atribuída à influência do ambiente e de fatores externos. Não foi possível confirmar a eficácia do CES na depressão e ansiedade de pacientes em pós-cirurgia plástica, apesar dos resultados positivos; sugerem-se mais pesquisas sobre o tema.

Estudo avaliou os efeitos do tratamento fisioterápico no pós-operatório de lipoaspiração associada ou não à abdominoplastia quanto à presença de fibrose. A amostra incluiu 23 prontuários de pacientes femininas com fibrose tecidual, avaliadas pelo protocolo fisioterapêutico PANFIC. A média foi de 20 sessões. Na vista anterior, houve diferença entre a avaliação inicial com 7 dias de pós-operatório e a quarta avaliação com 28 dias (p<0,001), caracterizando aumento dos níveis de fibrose. Na comparação entre o 28º e o 49º dia (p<0,001), o nível de fibrose no 28º dia também foi mais elevado que no final do tratamento. Entre o 7º e o 49º dia de tratamento não houve diferença (p=0,527). Na vista posterior, verificou-se diferença estatística significante entre o 28º e o 49º dia (p=0,008). A diferença não foi significativa entre a primeira, o 28º e o 49º dia de pós-operatório (p=0,317). Concluiu-se que a intervenção precoce da Fisioterapia Dermatofuncional no pós-operatório favorece a reabilitação, promovendo modulação da resposta inflamatória, com redução gradual da fibrose na última avaliação.

Revisão de literatura sobre avaliação e tratamento da fisioterapia respiratória no pós-operatório de cirurgias plásticas. O objetivo foi identificar condutas fisioterapêuticas para alterações respiratórias após cirurgia plástica estética. Método: revisão sistemática em PubMed, PubMed Central, Lilacs, Bireme e Science Direct; de 409 artigos encontrados, apenas 5 foram relevantes e, entre estes, somente dois convergiram quanto a complicações em cirurgia plástica estética, com foco no pós-operatório e alterações dos volumes pulmonares. A cirurgia abdominal pode reduzir volumes e capacidades pulmonares em até cerca de 50% dos valores pré-operatórios, sobretudo nas primeiras 24-48h, tendo a paresia diafragmática como principal determinante; complicações incluem atelectasias, tromboembolismo, edema pulmonar, embolia gordurosa e insuficiência respiratória. Estudos avaliados mostraram queda da função respiratória no 4º dia pós-operatório, com normalização da CVF e do PFE até o 30º dia, mas VEF1 ainda reduzido; falta de estudos de boa qualidade comprometeu conclusão categórica; não há consenso sobre a atuação da fisioterapia no pós-operatório de cirurgias abdominais. A fisioterapia respiratória pode minimizar a morbimortalidade, mas ensaios clínicos controlados e randomizados e metanálises são necessários para sistematizar sua atuação.

Estudo descritivo tipo levantamento de dados analisou 260 prontuários de pacientes submetidos à fisioterapia pós-operatória de abdominoplastia na Clínica Biofisio, Natal/RN, entre 2004 e 2009. Objetivou investigar o protocolo fisioterapêutico utilizado. Os resultados mostraram predomínio do sexo feminino (259 de 260), idade entre 18 e 67 anos, com maior procura entre 28 e 47 anos (67%). A maioria iniciou a fisioterapia entre o 5º e o 8º dia de pós-operatório (45%), seguida de até o 4º PO (28%). Quanto ao número de sessões, 66% realizaram de 11 a 20 sessões, 20% de 1 a 10, 10% de 21 a 30 e 4% mais de 30. As técnicas cirúrgicas mais usadas foram Avelar (49%) e Saldanha (49%). Entre 72 pacientes com cirurgias associadas, a mamoplastia predominou (90%). Os recursos fisioterapêuticos mais utilizados foram drenagem linfática manual (100%) e ultrassom (100%). Conclui-se que, com base nos prontuários e na literatura, sugere-se um protocolo de tratamento para o pós-operatório de abdominoplastia que respeite as fases de cicatrização dos tecidos biológicos.

Estudo descritivo, do tipo levantamento de dados, que analisou prontuários de pacientes submetidos ao tratamento fisioterapêutico de pós-operatório de lipoaspiração na Clínica Biofisio nos últimos cinco anos, com o objetivo de propor um protocolo fisioterapêutico baseado nas fases de cicatrização. Foram avaliados 233 pacientes (2005 a 2009), sendo 220 do sexo feminino e 13 do masculino, com predomínio da faixa etária de 21 a 30 anos (52,4%). Quanto ao início do tratamento, 45,9% iniciaram entre o 4º e o 6º dia de pós-operatório, 29,2% até o 3º dia, 18,8% entre o 7º e o 15º dia e 6,0% após o 15º dia. A maioria (58,4%) realizou mais de 15 sessões, 38,2% de 6 a 15 sessões e 3,4% até 5 sessões. Em relação à duração, 52,4% permaneceram em tratamento por mais de 60 dias, 37,3% entre 30 e 60 dias e 10,3% até 15 dias. Os recursos mais utilizados foram a drenagem linfática manual (100%) e o ultrassom de 3 MHz (100%), seguidos de radiofrequência (30%) e endermoterapia (30%). Conclui-se sugerindo um protocolo que respeite as fases de cicatrização, com drenagem linfática manual e ultrassom desde a fase inflamatória e endermoterapia/radiofrequência nos casos de fibrose, adaptável à técnica cirúrgica e à evolução de cada paciente.

Estudo comparativo descritivo sobre o pós-operatório de pacientes submetidas à lipoaspiração tradicional e à vibrolipoaspiração. A técnica vibratória é descrita como facilitadora da remoção de gordura, sem exigir grande força mecânica, resultando em pós-operatório menos traumático e favorecendo o aparecimento precoce dos resultados. O objetivo foi verificar a eficácia da vibrolipoaspiração como técnica com menor quantidade de complicações pós-operatórias, comparar o pós-operatório entre as duas técnicas e elaborar protocolo específico de tratamento fisioterapêutico para o pós-operatório de vibrolipoaspiração. Método: pesquisa descritiva com amostra probabilística intencional de 30 pacientes. Parâmetros avaliados: tempo de tratamento (número de sessões), presença de complicações pós-operatórias (equimoses e irregularidades cutâneas), presença de fibrose após o tratamento de fisioterapia e período de início do tratamento pós-operatório. Resultados: verificou-se a eficácia da vibrolipoaspiração como técnica associada a menor quantidade de complicações pós-operatórias; quanto menor o trauma vascular, menor o desconforto, o edema e a quantidade de equimoses nesta fase. A fisioterapia dermato-funcional é destacada no acompanhamento pré e pós-operatório, prevenindo ou tratando respostas das intervenções cirúrgicas e contribuindo para diminuir a ansiedade pós-operatória. A comprovação científica da eficácia da técnica ainda é pouco divulgada, segundo a introdução.

O Endolift usa laser de 1470 nm por fibra óptica no tecido subdérmico para reduzir gordura subcutânea e tonificar a pele por neocolagênese; no Brasil, popularizou-se como Endolaser, também com 980 nm. Poucas complicações foram previamente relatadas, geralmente eritema, edema, equimose e paralisia nervosa leves e transitórias, mas casos graves aumentaram no Brasil. O estudo descreve a experiência dos autores com complicações após endolift/endolaser no Brasil e revisa brevemente a literatura mundial. Métodos: revisão narrativa exploratória de artigos (2000–2023) em MEDLINE, PubMed, SCIELO, LILACS e Google Scholar, acrescida de série multicêntrica de casos de complicações no Brasil. Resultados: a técnica pode causar lesões importantes quando faltam critérios de antissepsia, dosimetria e controle da temperatura cutânea. As complicações mais comuns foram neuropatias periféricas, queimaduras, infecção local e esteatonecrose, considerada a principal; também hematoma, edema, hipercromia e quebra de fibra óptica. Efeitos leves incluíram eritema, edema, hematoma e parestesia, resolvidos em 2 a 7 dias; em pálpebras, houve 9 hipoestesias transitórias (3,45%) e 3 queimaduras térmicas (1,15%). Conclusão: apesar de poucos relatos, complicações graves ao laser subdérmico por fibra óptica (1470 nm e/ou 980 nm) são possíveis e tornaram-se comuns no Brasil, exigindo controle dosimétrico, instrumentos adequados para temperatura cutânea e rigor de biossegurança, principalmente antissepsia.

Estudo descritivo que desenvolveu e validou o Protocolo de Avaliação dos Níveis de Fibrose Cicatricial (PANFIC) para avaliação fisioterapêutica no pós-operatório de lipoaspiração associada ou não à abdominoplastia. Participaram 11 mulheres, de 17 a 51 anos, com sinais de fibrose cicatricial entre 1 e 3 meses de pós-operatório. O instrumento inclui identificação, anamnese, exame físico (inspeção e palpação) e classificação da fibrose em níveis, considerando posição ereta e decúbitos dorsal e ventral. A validação envolveu painel de três fisioterapeutas especialistas em dermatofuncional, validade de face com cinco estudantes de Fisioterapia e teste piloto para consistência, aplicado por um fisioterapeuta e duas doutorandas no mesmo grupo (N=11). O índice de consistência global foi 87,08%, acima do mínimo de 80% estabelecido e dos 70% considerados bons por Litwin. Concluiu-se que o PANFIC é válido e apto para uso na avaliação e tratamento fisioterapêutico de pacientes no pós-operatório de lipoaspiração.

Estudo experimental quase-experimental avaliou o desempenho da fisioterapia no pós-operatório de blefaroplastia em 8 mulheres, com média de 60,1 anos, menopausadas. O tratamento iniciou no 2º dia pós-operatório, com técnica de bombeamento com gaze em pálpebras superior e inferior, drenagem linfática manual (DLM) cervical e facial pela técnica de Godoy e alongamento da cicatriz após retirada de pontos, em sessões de 40 minutos, totalizando 10 sessões. Quanto à escolaridade, 37,5% tinham ensino fundamental incompleto; 37,5% eram donas de casa. No pós-operatório imediato, 75% apresentaram edema e equimose; 25%, edema, dor e equimose. Na avaliação de qualidade de vida, 62,5% relataram que a blefaroplastia não afetou a qualidade de vida; 12,5%, que afetou pouco; e 25%, que afetou razoavelmente. O edema permaneceu 8 dias em 25%, 7 dias em 37,5% e 5 dias em 37,5%; a equimose permaneceu 10 dias em 12,5%, 8 dias em 12,5%, 7 dias em 37,5%, 5 dias em 12,5% e 4 dias em 25%; a dor esteve presente por 2 dias em 25%, 1 dia em 25% e ausente em 50%; a sensibilidade manteve-se em 100% durante os 10 dias. Não houve infecção, deiscência, hematoma, petéquias, fibrose, queloides, retração cicatricial, cicatriz hipertrófica ou síndrome do olho seco. Sugere-se que a fisioterapia no pós-operatório precoce diário pode ter contribuído para evitar complicações e que a blefaroplastia não afeta a qualidade de vida.

Objetivo: analisar em animais os efeitos das ondas sônicas de baixa frequência no processo cicatricial. Métodos: estudo experimental qualitativo com 12 ratos Wistar albinos, fêmeas, 250–300 g, divididos aleatoriamente em quatro grupos (n=3): controle sem terapia; Grupo I com 3 aplicações; Grupo II com 7; e Grupo III com 10 aplicações de ondas sônicas de 3333,33 Hz por 5 minutos. Realizou-se incisão cirúrgica sem sutura no dorso; após 48 h iniciou-se a terapia. Avaliaram-se cortes histológicos corados por HE em microscópio óptico quanto à presença ou ausência de inflamação aguda e crônica, epitelização, tecido de granulação, cicatrização, crosta, ferida aberta e necrose. Resultados: os grupos tratados apresentaram maior rapidez na finalização do processo cicatricial e melhor qualidade da cicatrização em relação ao grupo controle. Os dados obtidos mostram esse efeito, porém os autores destacam que devem ser realizados estudos complementares para ampliar o conhecimento sobre os efeitos terapêuticos das ondas sônicas de baixa frequência no processo de cicatrização.
