Ultracavitação
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Ensaio clínico prospectivo e randomizado avaliou os efeitos da radiofrequência associada à ultracavitação no tecido adiposo subcutâneo abdominal de mulheres. Foram incluídas 45 mulheres de 20 a 40 anos, com IMC entre 18,5 e 29,99, adiposidade localizada infraumbilical e espessura de gordura maior que 1 cm e menor que 4 cm, nulíparas, sem uso de fármacos lipolíticos/termogênicos na semana anterior e sem doenças metabólicas graves. As participantes foram divididas em três grupos de 15: controle sem tratamento, ultracavitação (UCV) e UCV + radiofrequência (UCV+RF). O aparelho combinou UCV de 4 MHz, 90 W, e radiofrequência bipolar multifrequencial (650, 1200 e 2400 kHz), 120 W. A combinação foi denominada ultrafrequência. Avaliaram-se peso, perimetria, plicometria, ultrassonografia, reações ao tratamento e satisfação. As avaliações ocorreram antes, após duas semanas e ao final; a ultrassonografia foi realizada no início e no final. Os resultados mostraram que o grupo UCV+RF apresentou redução mais significativa do tecido adiposo, verificada por todos os métodos de avaliação. A conclusão foi que a aplicação simultânea de ultracavitação e radiofrequência gerou redução da adiposidade localizada superior ao uso isolado da ultracavitação. O estudo não recebeu financiamento; os autores declaram não haver conflitos de interesse.

Estudo descritivo, retrospectivo e experimental avaliou os efeitos da ultracavitação de alta frequência (UCV-AF), modalidade de ultrassom de alta potência, sobre a adiposidade localizada abdominal em 40 mulheres (20–60 anos, IMC <30 kg/m²). Foram realizadas 8 sessões semanais durante 2 meses, com frequência de 3 MHz, potência de 30 W, ciclo de trabalho de 100%, 15 minutos, área de tratamento de 10 cm² na região infraumbilical. Avaliaram-se peso corporal, circunferência abdominal, plicometria e ecografia. Os valores pré e pós-tratamento foram: peso 66,88 e 66,85 kg (p<0,8444; t=0,1976, sem diferença significativa); circunferência 86,24 e 81,93 cm (p<0,0001; t=10,594); plicometria 34,825 e 26,825 mm (p<0,0001; t=10,241); ecografia 1,925 e 1,692 mm (p<0,0001; t=6,030). Concluiu-se que a UCV-AF reduziu significativamente o tecido adiposo abdominal pela circunferência, plicometria e ecografia, sem alterar o peso corporal. Limitações: amostra apenas feminina, faixa etária ampla, só região abdominal e uma dose de UCV-AF.

Estudo experimental, randomizado e controlado investigou os efeitos da ultracavitação (UC) no tecido adiposo de coelhos albinos. A amostra inicial foi de 18 coelhos, mas 6 morreram após dieta de cafeteria, permanecendo 12 animais (peso de 3 kg ± 500 g), divididos em 3 grupos de 4. G1 foi controle, sem UC; G2 recebeu UC por 3 minutos, 30 W, modo contínuo a 100%, a cada 2 ERAS = 441,02 J/cm²; G3 recebeu UC por 7 minutos, 30 W, modo contínuo a 100%, a cada 2 ERAS = 1.029 J/cm². A biópsia foi realizada após 24 horas; lâminas foram coradas com HE e os adipócitos contados por campo. Aplicou-se ANOVA com post de Bonferroni. Na análise qualitativa, houve diminuição do número de adipócitos, redução da espessura da derme e destruição de células adiposas, com manutenção da integridade das estruturas circunvizinhas; o grupo de 7 minutos apresentou maior destruição que o de 3 minutos. O controle não mostrou destruição adipocitária; G2 e G3 mostraram derme profunda com degeneração, epiderme/derme superficial íntegras e músculo/nervo sem degeneração. Na análise quantitativa, não houve redução estatisticamente significativa, provavelmente pelo tamanho pequeno da amostra. A dieta de cafeteria aumentou os pesos médios: G1 de 2,297 g para 2,700 g; G2 de 2,089 g para 2,505 g; G3 de 2,081 g para 2,669 g.

O ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU) é uma tecnologia que atua gerando cavitação instável, danificando os adipócitos. Este estudo de caso teve como objetivo analisar a viabilidade da aplicação do ultrassom de alta potência e baixa frequência na adiposidade localizada. Foi selecionada uma mulher de 28 anos, 57 kg, IMC 22,6. As medidas foram feitas bilateralmente na região anterolateral interna da coxa, com perimetria, plicometria e ecografia. Utilizou-se equipamento LipoActive®, marca Sveltia®, com aplicação de 10 minutos em área de 2 vezes a área de radiação efetiva, ciclo de trabalho 100% (emissão contínua), potência de 50 W, frequência 40 kHz. A paciente recebeu 4 sessões semanais de ultracavitação. Foram realizados hemogramas antes da primeira sessão, 24 h após e uma semana após o protocolo (semana 5). A plicometria mostrou redução de 0,625 cm na coxa esquerda e 0,4 cm na direita. A perimetria apresentou redução bilateral de 1 cm. Na ecografia axial, em contração, houve redução de 0,51 cm à esquerda e 0,16 cm à direita. Os níveis de colesterol permaneceram dentro da normalidade ao final do tratamento e o peso corporal não apresentou alterações. Sugere-se que a ultracavitação poderia resultar efetiva para o tratamento da adiposidade localizada; a metodologia fica recomendada para posteriores pesquisas.

Objetivo: avaliar os efeitos da ultracavitação (UCV) sobre o fígado de coelhos após aplicação no tecido adiposo, por meio de análise histológica hepática e exames hematológicos e bioquímicos. Métodos: estudo experimental com 12 coelhos albinos, divididos em 3 grupos e submetidos a dieta hipercalórica. A UCV foi aplicada por 3 minutos, 30 W, modo contínuo a 100%, a cada 2 ERAS = 441,02 J/cm², intensidade de 10 W/cm². Os animais foram eutanasizados e submetidos à biópsia hepática; G1 foi avaliado 48 h após o tratamento, G3 96 h após, e G2 foi o controle sem tratamento. Resultados: após 48 h, os fígados apresentaram maior quantidade de infiltrado gorduroso em comparação a 96 h. A contagem média de infiltrados foi: G1 95±4,5 e 241±14,5; G2 35±2,0 e 35±2,1; G3 78±7,1 e 145±9,8. Os exames laboratoriais não mostraram alterações relevantes; colesterol, triglicerídeos, enzimas hepáticas, hemoglobina e hematócrito permaneceram dentro dos parâmetros normais, sem diferenças significativas entre os grupos (ANOVA two-way, p>0,05). Conclusões: podem surgir infiltrados hepáticos após a UCV, apesar de exames hematológicos e bioquímicos sem alterações. A redução dos infiltrados 96 h após o tratamento sugere menor risco à saúde animal se o intervalo entre aplicações for respeitado. Limitação: estudo em animais, com correlação limitada para humanos.

Estudo quase-experimental avaliou os efeitos da ultracavitação (ultrassom de alta potência) em cinco pacientes com seroma encapsulado após cirurgia plástica (abdominoplastia associada à lipoaspiração). Foram realizadas sessões semanais com aparelho Liposonic High Power Ultrasound (Meditea, Argentina), 15 minutos por área tratada (7,5 minutos por ERA), potência de 30 Watts e 50% da potência emitida; o resumo relata quatro sessões, enquanto o método menciona reavaliação após 8 sessões. A avaliação por ultrassonografia antes e após o tratamento mostrou redução qualitativa e quantitativa do seroma em todos os pacientes. A média do tamanho da lesão passou de 6,37 x 3,28 cm para 5,06 x 1,8 cm, com diferença significativa (teste t pareado = 4,62; p = 0,01). Os autores concluem que a ultracavitação diminuiu as áreas de seroma encapsulado, constituindo possibilidade de tratamento não invasivo. Limitações: baixo número amostral, sugerindo novos estudos com maior casuística e outros parâmetros.
