Ozonioterapia
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Estudo experimental quase-experimental avaliou ozonioterapia tópica com óleo ozonizado (óleo de girassol e coco extravirgens processados em máquina de ozônio) no reparo de úlceras. Iniciou com 20 voluntários de ambos os sexos, 40–70 anos, com úlceras venosas, arteriais e/ou pé diabético; concluíram 9 (idade média 62,11±7,9 anos; peso inicial médio 82,66±6,1 kg), com comorbidades como hipertensão e diabetes mellitus tipos 1 e 2. Aplicações semanais, com curativos domiciliares 2x/dia, totalizando 13 encontros avaliativos; houve perdas por desistência e complicações clínicas. Áreas mensuradas por ImageJ e Escala de Bates. Observou-se melhora clínica e cicatrização acelerada; na comparação entre área inicial e final houve redução significativa (p<0,001). Na tabela individual, pacientes 1, 2, 3 e 4 apresentaram redução; pacientes 5 e 8 tiveram aumento; pacientes 6 e 9 tiveram dados finais incompletos/ilegíveis. Conclusão do artigo: óleo ozonizado promoveu melhora clínica na cicatrização das úlceras.

Estudo original avaliou a degradação do ozônio após ozonização de água destilada e bidestilada. Utilizou-se equipamento Ozion (IBRAMED) e protocolo para 500 mL, tempo de 2,56 min e concentração alvo de 20 µg/mL. A produção de O3 ocorreu por borbulhamento de O2 puro (~110 mL/min), com concentração final de 90 µg/mL. A análise da concentração em água usou método colorimétrico com DPD e leitura em 415 nm. Foram coletadas três amostras por período. No tempo 0, a água destilada apresentou 25 µg/mL, minimamente acima da concentração de interesse, e a bidestilada 17,9 µg/mL, próxima ao alvo. O processo de degradação foi similar entre os tipos de água. Na água bidestilada, a concentração caiu para abaixo de 10 µg/mL após 30 min. Na água destilada, somente após 90 min a média permaneceu próxima de 10 µg/mL, cerca de metade da concentração inicial, mantendo-se até 360 min. Concluiu-se que o O3 é solúvel nos dois tipos de água, mas sua degradação ocorre de forma rápida e dependente do tempo.

Resumo editorial do material disponível. Trata-se do artigo intitulado "Ozone Therapy for Dermatological Conditions: A Systematic Review" (Ozônioterapia em Condições Dermatológicas: Uma Revisão Sistemática), de autoria de Débora Aparecida Oliveira Modena (PhD), Rafael de Castro Ferreira (MSc), Patricia Meyer Froes (PhD) e Katya Cristina Rocha (PhD). Filiações informadas na fonte: Dr.ª Oliveira Modena — Departamento de Cirurgia, Instituto de Ciências Médicas, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Campinas, São Paulo, Brasil, e Departamento de Medicina Celular e Molecular, Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, São Paulo, Brasil; Sr. de Castro Ferreira — Departamento de Medicina Celular e Molecular, Faculdade de Medicina do ABC, Santo André, São Paulo, Brasil; Dr.ª Froes — Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Natal, Brasil; Dr.ª Rocha — Departamento de Patologia, Faculdade de Medicina do ABC, Santo André (registro incompleto na fonte). O conteúdo fornecido limita-se ao título, à imagem de abertura e às informações de autoria e filiação. Não estão disponíveis resumo estruturado, delineamento metodológico, bases de dados pesquisadas, critérios de inclusão, número de estudos analisados, desfechos, resultados ou conclusões. Assim, não é possível, com base exclusivamente neste material, descrever achados ou emitir recomendações sobre eficácia, segurança ou indicações da ozônioterapia em condições dermatológicas para profissionais de saúde.

Revisão narrativa exploratória sobre fundamentos fisiológicos e práticos da ozonioterapia em disfunções estéticas. Foram analisados artigos, livros, teses e dissertações em MEDLINE, PubMed, SCIELO e LILACS, em português, inglês, espanhol e russo/ucraniano, com descritores como ozônio, ozonioterapia, celulite, gordura localizada, estrias, rugas e acne. A busca identificou 31 estudos (2004–2021). O ozônio atua por estímulo circulatório e maior oxigenação tecidual; efeito anti-inflamatório com redução de citocinas pró-inflamatórias e ativação de Nrf2/inibição de NF-κB; ação antibacteriana por oxidação de membranas; modulação do estresse oxidativo; estímulo à cicatrização e efeito lipolítico por peroxidação lipídica. As vias incluem transcutânea (bolsas, compressas, ventosas, óleo e água ozonizados) e invasivas (insuflação retal, injeção intradérmica e subcutânea). Conclui-se que a ozonioterapia contribui para procedimentos estéticos, como ação coadjuvante ou agente principal, com efeitos fisiológicos relevantes e mínimos efeitos adversos.

Este estudo avaliou os efeitos da injeção subcutânea de ozônio (IOT) na cicatrização de feridas em ratos, com foco na expressão de FGF2 e na diferenciação miofibroblástica. Foram criadas feridas excisionais de espessura total em 24 ratos Wistar machos: grupo controle (lesão, n=12) e grupo IOT (n=12), avaliados aos 7 e 14 dias (n=6 por período). O ozônio gasoso (0,1 mL) foi injetado por via subcutânea nos quatro lados da borda da lesão, diariamente; o controle recebeu veículo. Realizaram-se análises morfométricas, histopatológicas e quantificação digital de imunorreatividade para actina de músculo liso (SMA) e FGF2. As feridas tratadas apresentaram menos células inflamatórias, maior celularidade dérmica e deposição intensa de colágeno. A área média da ferida foi menor no grupo IOT aos 7 dias (p=0,0020) e 14 dias (p=0,0002), assim como o número de neutrófilos (p=0,0016 e p=0,0004). Não houve diferença para linfócitos (p>0,05) nem efeitos adversos. A deposição de colágeno foi maior no grupo tratado aos 7 dias (p=0,0027) e 14 dias (p=0,0015); o colágeno tipo I foi maior aos 7 dias (p=0,0044). FGF2, densidade de microvasos e miofibroblastos foram significativamente maiores nas feridas tratadas. Concluiu-se que a injeção subcutânea de ozônio acelera e melhora o reparo de feridas; seu mecanismo pode envolver a superexpressão de FGF2.
