Celulite
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Estudo avaliou os efeitos da auto-drenagem linfática manual (auto-DLM) associada a exercícios cinéticos supervisionados no tratamento da celulite e na qualidade de vida. Foram incluídas 50 participantes, divididas aleatoriamente em grupo controle (GC), apenas com dieta, e grupo exercícios + auto-DLM (GEM), com dieta. As sessões ocorreram duas vezes por semana, totalizando 16 sessões em dois meses, com duração aproximada de 50 minutos. Quatro participantes foram excluídas por abandono (1 do GEM e 3 do GC), restando 22 no GC e 24 no GEM para análise. Observou-se melhora significativa na qualidade de vida do GEM, redução significativa do percentual de gordura corporal (%GC) e das medidas antropométricas analisadas, além de melhora na satisfação pelo GAIS. Na classificação da celulite, o GEM apresentou redução da proporção de participantes com graus II e III. Os autores concluem que a dieta com restrição calórica associada à auto-DLM promove melhora significativa em indivíduos com celulite.

Estudo observacional transversal avaliou a associação entre alterações posturais e Fibro Edema Gelóide (FEG) em 33 mulheres com FEG (resumo: 18–45 anos; métodos: 18–55 anos; peso 45–85 kg). Aplicaram-se PAFEG, questionário CELLUQOL®, escala de Hexsel, simetrógrafo, bioimpedância e análise qualitativa do biotipo/postura. Estatística: Qui-quadrado e regressão logística, p<0,05, IC95%. Resultados: 78,79% biotipo ginóide; 42,42% FEG flácida; 39,39% nível grave na escala Hexsel; 39,39% CELLUQOL indicando afetação da qualidade de vida (predomínio afeta pouco); 54,55% sedentárias. Alterações posturais: 54,55% rotação interna do fêmur direito, 45,45% esquerdo; 66,67% anteroversão pélvica; 54,56% joelho valgo; 84,28% pé plano; 51,52% não completam flexão anterior do quadril; 48,48% não retificam a lombar. Associações muito fortes (<0,9): rotação interna do fêmur direito com tipo flácido, Hexsel grave, obesidade ginóide e sedentarismo; rotação interna esquerda com biotipo ginóide e sedentarismo; geno valgo com obesidade e atividade física. Correlações fortes (0,7–0,9): rotação interna direita com CELLUQOL, entre outras. Conclui-se que alterações posturais, principalmente no quadril, apresentam associação importante com FEG e seus níveis de gravidade. Limitação: ausência de sistema de imagens para medir irregularidades posturais e do FEG.

Estudo quase experimental avaliou a eficácia da ultracavitação no tratamento da celulite (CL) por meio de exame de ultrassonografia. A amostra foi composta por 5 voluntárias do sexo feminino, com idade entre 20 e 50 anos, portadoras de celulite graus II e III. Foram utilizados fotogrametria, protocolo de avaliação da celulite (PEC/PAFEG) e ultrassonografia. A análise estatística incluiu teste de Kolmogorov-Smirnov e teste t pareado. Observou-se melhora no grau de CL na avaliação pelo PEC, redução das linhas de fibrose ao ultrassom e aumento das camadas adiposas, sem alteração significativa do peso corporal. Devido ao pequeno número de participantes, não foi possível atribuir influência dessas variáveis aos resultados. Houve diferença significativa entre os graus inicial e final de CL no grupo avaliado. Os autores sugerem a repetição do estudo com maior número de voluntárias.

Estudo descritivo desenvolveu e aplicou o Protocolo de Avaliação do Fibro Edema Gelóide (PAFEG) em 30 mulheres com FEG, com idade de 20 a 69 anos. O instrumento foi criado após revisão da literatura e validado por validade de face, com cinco fisioterapeutas de áreas distintas, e validade de conteúdo, com três fisioterapeutas dermato-funcionais; posteriormente, foi aplicado para avaliar praticidade, grau do FEG e alterações sensitivas. Entre os achados: 96,67% tinham história familiar; 80% microvarizes; 63,33% telangiectasias; 63,33% distúrbios endócrino-metabólicos; 53,33% distúrbios emocionais; 60% usavam medicamentos, 40% hormônios esteroides; 100% adiposidade localizada, predominando região ginecoide (56,67%); 83,33% flacidez muscular; 60% aderência tecidual. No teste da preensão, 56,67% referiram dor fraca, 33,33% sem dor, 6,67% dor desconfortável e 3,33% dor angustiante. A forma flácida predominou (73,34%), seguida da dura (23,33%) e edematosa (3,33%). Quanto ao grau, 80% apresentavam graus brando e moderado e 20% brando, moderado e grave. Na sensibilidade tátil, 70% sentiram o monofilamento verde, 13,33% o azul, 13,33% o roxo e 3,33% o vermelho escuro. Concluiu-se que o PAFEG é de fácil aplicação, abrange os aspectos do FEG e mostrou-se apto para avaliar pacientes com essa afecção.

O conteúdo fornecido corresponde aos metadados do artigo Effects Of Combined Therapy In Celullitis: Controlled Clinical Trial, Randomized And Blind, publicado em setembro de 2016, com DOI 10.17784/mtprehabJournal.2016.14.289. Constam 6 autores, 0 citações e 173 leituras. Trata-se de um ensaio clínico controlado, randomizado e cego sobre terapia combinada em celulite. Entretanto, o material disponível não inclui resumo estruturado, métodos, população, intervenções, desfechos, resultados numéricos ou conclusões; grande parte do conteúdo é composta por elementos de página e dados de imagem. Assim, não é possível resumir limites, achados ou conclusões do estudo sem extrapolar o que foi fornecido.

O estudo revisa o fibro edema gelóide (FEG), popularmente conhecido como celulite, e o uso da ressonância magnética (RM) como nova técnica de avaliação objetiva. O FEG é uma alteração topográfica da pele que ocorre principalmente em mulheres na região pélvica, membros inferiores e abdômen, podendo ser classificado em três ou quatro graus conforme aspectos clínicos e histopatológicos. Sua patogenia é multifatorial e envolve modificação da substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo, reação fibrótica consecutiva e possível evolução para esclerose. Existem várias abordagens terapêuticas, mas poucas têm eficácia comprovada. Entre os métodos de avaliação, antropometria, xerografia, impedância bioelétrica, termografia e ultrassonografia são, em sua maioria, subjetivos ou não fornecem informações suficientes sobre o tecido subcutâneo. A RM de alta resolução permite visualizar a arquitetura das camadas da pele, derme e hipoderme, mostrando espessura e alterações estruturais do tecido conectivo e das células de gordura subcutâneas, além de obter imagens coronais para análise quantitativa do tecido conectivo versus tecido adiposo. A introdução da RM como meio de avaliação do FEG a torna mais confiável, pois possibilita o estudo detalhado da arquitetura do tecido subcutâneo e o feedback das mudanças decorrentes de uma terapêutica.

Estudo observacional descritivo avaliou a correlação entre dosagem de estradiol e grau de fibroedemagelóide (FEG) em 40 mulheres de 17 a 45 anos. A avaliação do grau e forma clínica foi feita pelo PAFEG validado, e o estradiol foi dosado na fase ovulatória (14º dia de ciclo de 28 dias). Os valores de normalidade do estradiol nessa fase são de 49 a 450 pg. As médias encontradas foram 250,37 pg no FEG grau 1, 241,48 pg no grau 2 e 178,34 pg no grau 3, permanecendo dentro da normalidade independentemente do grau. Houve correlação negativa fraca entre estradiol e grau do FEG (p=0,032) e correlação positiva fraca e significativa com a idade (p=0,046). A conclusão aponta que a ausência de relação clara entre FEG e níveis de estradiol pode ser justificada pelo caráter multifatorial da celulite e pela influência hormonal nas adaptações do tecido adiposo e conjuntivo e nos sistemas circulatório e linfático.

Estudo de caso exploratório-descritivo avaliou efeitos de ondas sônicas de baixa frequência (bioressonância; 3 kHz, 40 minutos, 10 sessões, 3 vezes por semana) em duas voluntárias com Fibro Edema Gelóide (FEG) graus I e II, de 25 e 30 anos. Foram usados o Protocolo de Avaliação do FEG (PAFEG) e ultrassonografia de 12 e 14 MHz antes, após o tratamento e seis meses depois, sem tratamento. Nos exames de ultrassonografia, observou-se redução nítida do edema após as aplicações; aos seis meses, o edema retornou de forma mais branda que no exame inicial, com redução e manutenção da espessura da pele e boa manutenção em uma voluntária. Pelo PAFEG, não houve resultado clínico diferenciado antes e após o tratamento nem no follow-up, e nenhuma voluntária evitou os fatores de risco predisponentes. Concluiu-se que, pela análise das imagens ultrassonográficas, o uso das ondas sonoras de baixa frequência mostrou-se satisfatório no FEG, com melhora microcirculatória devido à redução do edema, embora clinicamente não tenha sido possível constatar a mesma evolução.

O estudo avaliou a ressonância magnética (RM) como método objetivo para analisar os efeitos da drenagem linfática manual no tratamento da celulite. Foram selecionadas três mulheres de 18 a 30 anos, com IMC entre 18,2 e 24,9 kg/cm², celulite moderada a avançada pela classificação de Ulrich, sedentárias, sem uso de contraceptivos hormonais e sem histórico de diabetes. Realizaram-se 20 sessões de drenagem linfática manual de membros inferiores, com 60 minutos cada, três vezes por semana. Exames de RM em equipamento Toshiba 1.5T, com sequências T1 e T2, foram realizados antes e após a intervenção, com marcação e posicionamento padronizados. O relatório comparativo mostrou, nas três pacientes, espessamento do tecido celular subcutâneo associado à presença de extrusões intradérmicas, caracterizando a celulite, achados semelhantes aos descritos na literatura. A amostra foi pequena e o material fornecido não apresenta conclusão definitiva sobre a eficácia da drenagem; o estudo propõe a RM como forma mais detalhada de avaliação da arquitetura subcutânea.

O estudo avaliou o interesse da comunidade científica em publicações sobre Fibro Edema Gelóide (celulite) e eletroporação. Em 20 de dezembro de 2006, foram quantificadas no PubMed as publicações sobre celulite e eletroporação no período de 2000 a 2006, bem como as publicações por ano e a correlação entre os dois temas. O FEG/celulite foi descrito como afecção antiestética que atinge 80-90% das mulheres, com fatores genéticos, sexuais, idade, estresse, fumo, sedentarismo, patologias de base e maus hábitos alimentares. A eletroporção foi apresentada como técnica reconhecida pelo FDA que aumenta a permeabilidade da membrana celular em até 400 vezes e permite a introdução de ativos a aproximadamente 1 mL/minuto. Foram encontradas 47 publicações sobre celulite e 2.721 sobre eletroporação. Para celulite, houve aumento do interesse de 6,3% em 2000 para 17,0% em 2006. Para eletroporação, as publicações foram identificadas a partir de 2000 com 8,9%, chegando a 13,8% em 2006. A correlação entre os dois temas foi de 0,03%. Concluiu-se que há interesse em publicações sobre celulite e eletroporação separadamente, porém o número que correlaciona os dois temas ainda é muito reduzido, sugerindo maior discussão para embasamento científico de futuros projetos de pesquisa.

Ensaio clínico controlado, randomizado e cego avaliou os efeitos do Kinesio Taping® no Fibro Edema Gelóide (FEG). Foram analisadas 24 mulheres com FEG na região glútea, graus I, II e III, alocadas aleatoriamente em grupo controle (GC, n=12) e grupo Kinesio Taping (GKT, n=12). Ambos foram avaliados antes e após por Protocolo de Avaliação do FEG (PAFEG) e fotogrametria. Apenas o GKT recebeu quatro aplicações semanais da bandagem, em forma de teia e tensão mínima, na região glútea. Houve redução significativa do grau do FEG no GC (p=0,03) e no GKT (p=0,01). Não houve mudanças nas demais variáveis avaliadas pelo PAFEG em nenhum dos grupos. Na fotogrametria, verificou-se melhora clínica significativa no GKT entre as avaliações inicial e final, e as notas de tratamento atribuídas pelos avaliadores foram maiores no GKT (p<0,01). Conclui-se que o tratamento com KT foi capaz de diminuir significativamente o grau do FEG, de modo que as variáveis avaliadas pelo PAFEG provavelmente não influenciaram esse processo. Palavras-chave: Sistema Linfático; Bandagens; Estética.
