Celulite

Ressonância Magnética: Um progresso na avaliação objetiva do fibro edema gelóide

Ressonância Magnética: Um progresso na avaliação objetiva do fibro edema gelóide

O estudo revisa o fibro edema gelóide (FEG), popularmente conhecido como celulite, e o uso da ressonância magnética (RM) como nova técnica de avaliação objetiva. O FEG é uma alteração topográfica da pele que ocorre principalmente em mulheres na região pélvica, membros inferiores e abdômen, podendo ser classificado em três ou quatro graus conforme aspectos clínicos e histopatológicos. Sua patogenia é multifatorial e envolve modificação da substância fundamental amorfa do tecido conjuntivo, reação fibrótica consecutiva e possível evolução para esclerose. Existem várias abordagens terapêuticas, mas poucas têm eficácia comprovada. Entre os métodos de avaliação, antropometria, xerografia, impedância bioelétrica, termografia e ultrassonografia são, em sua maioria, subjetivos ou não fornecem informações suficientes sobre o tecido subcutâneo. A RM de alta resolução permite visualizar a arquitetura das camadas da pele, derme e hipoderme, mostrando espessura e alterações estruturais do tecido conectivo e das células de gordura subcutâneas, além de obter imagens coronais para análise quantitativa do tecido conectivo versus tecido adiposo. A introdução da RM como meio de avaliação do FEG a torna mais confiável, pois possibilita o estudo detalhado da arquitetura do tecido subcutâneo e o feedback das mudanças decorrentes de uma terapêutica.

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