Estrias
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O artigo apresenta a microeletrólise percutânea (MEP®) como recurso médico e fisioterapêutico. Descreve que as estrias decorrem de ruptura de fibras colágenas na derme, com redução da densidade de colágeno, escassez de vasos e aumento do tecido intersticial, podendo ser vermelhas, violáceas ou brancas, com ou sem depressão, e bilaterais. A corrente galvânica, criada por Volta em 1800, produz alterações teciduais por eletroforese e eletrólise. Na década de 1990, pesquisadores brasileiros verificaram que a aplicação percutânea de corrente microgalvânica com pulsos específicos gera resposta inflamatória local controlada, desencadeando reparação tecidual sem efeito sistêmico. A técnica MEP® tem indicações precisas para rugas e estrias e, segundo os autores, simplifica a aplicação e minimiza riscos. Também é descrita como ferramenta complementar à radiofrequência no tratamento de rugas de expressão, promovendo autorregeneração tecidual sem preenchimentos que podem resultar em aspecto antinatural.

Levantamento retrospectivo dos atendimentos em estrias no ambulatório de Fisioterapia Dermato-Funcional da Universidade Potiguar (UnP), Natal/RN, analisou 155 prontuários de 2000 a 2008. Foram 151 pacientes do sexo feminino e 4 do masculino, com faixa etária de 15 a 51 anos. O tratamento utilizou corrente galvânica (galvanopuntura). A média de sessões mais frequente foi de 4 a 7, realizadas uma vez por semana. Observou-se que 50,96% não concluíram o tratamento; 22% fizeram apenas o teste avaliativo de inflamação; e 28,96% realizaram no máximo 3 sessões. As principais causas de abandono foram: descrédito na terapia (21,93%), complicações (2%), uso de medicamentos antiinflamatórios (2%) e dor (2%).

Artigo original avaliou a aplicação da galvanoterapia associada a uma máquina de tatuar (protótipo) no tratamento de estrias atróficas. Estudo experimental com uma participante de 20 anos tratou três estrias em sete sessões semanais: estria 1 recebeu máquina de tatuar sem corrente galvânica; estria 2, galvanopuntura tradicional; estria 3, máquina de tatuar com corrente galvânica. A avaliação incluiu ficha fisioterapêutica, estesiômetro, escala analógica de dor e biópsias antes e após as sete sessões. O tempo médio de aplicação foi de 1 minuto nas estrias 1 e 3 e de 3 minutos na estria 2. A sensibilidade inicial foi 4,0 g (vermelho). Após o tratamento, as estrias 1 e 3 apresentaram sensibilidade normal (0,05 g, verde), enquanto a estria 2 permaneceu com sensibilidade diminuída (0,2 g). A dor foi grau 2 na estria 2 e grau 1 nas estrias 1 e 3. O tempo de inflamação foi de cerca de 7 dias na estria 1, 6 dias na estria 3 e 5 dias na estria 2. Concluiu-se que a maior eficácia desse tratamento foi utilizando a corrente galvânica; porém, associada à máquina de tatuar, os resultados foram superiores, com maior tempo inflamatório, menor tempo para efetuar a aplicação e menor dor e desconforto à paciente. Os autores acreditam que o protótipo seja útil na prática clínica da fisioterapia dermato-funcional.
