Microeletrólise Percutânea (MEP)
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Introdução: As tendinopatias do calcâneo estão entre as lesões tendíneas mais frequentes no sistema musculoesquelético. Objetivo: Avaliar os efeitos da Microelectrólisis Percutânea (MEP®) na dor e funcionalidade de pacientes com tendinopatia calcânea. Método: Ensaio clínico controlado e randomizado com 20 pacientes com tendinopatia de Aquiles, divididos aleatoriamente em grupo controle (G1), submetido a protocolo convencional, e grupo experimental (G2), submetido à MEP®. Realizaram-se dois atendimentos semanais durante um mês, totalizando oito sessões. A avaliação utilizou quatro perguntas do questionário VISA-A relacionadas à funcionalidade e à prática de exercício. Os dados foram analisados por teste t pareado e independente (p<0,05). Resultados: Na dor ao descer escadas, houve redução no G1 (p<0,05) e no G2 (p<0,001), com maior redução entre grupos no G2 (p<0,001). Na dor após aquecimento, observou-se redução no G2 (p<0,001), sendo maior que no G1 (p<0,05). Na dor após caminhada, houve redução no G1 (p<0,05) e no G2 (p<0,001), com maior redução no G2 (p<0,05). Na dor após exercício, houve redução no G2 (p<0,001), com maior queda entre grupos no G2 (p<0,05). Conclusão: A MEP® favorece a redução da dor em atividades funcionais.

Estudo experimental analisou os efeitos imediatos da microeletrólise percutânea (MEP®) no tecido muscular sadio de ratos Wistar. Vinte e cinco ratos machos (300±50 g) foram divididos em cinco grupos (n=5): G1 controle; G2 MEP® desligada, sacrifício imediato; G3 MEP® desligada, sacrifício após 24 h; G4 MEP® ligada, sacrifício imediato; G5 MEP® ligada, sacrifício após 24 h. Realizaram-se três aplicações de 1 minuto no músculo gastrocnêmio direito, com agulha 0,22x13 mm, corrente de 0,1 mA aumentada para 0,3 mA e densidade de 3,31 mA/cm². A análise histológica foi qualitativa, com cortes em parafina corados por HE. No G1, fibras organizadas sem inflamação, edema ou cicatriz. No G2, houve hemorragia na fáscia muscular e congestão vascular sem inflamação. No G3, congestão vascular, inflamação discreta no local da agulha, edema e predomínio de neutrófilos. No G4, congestão vascular, inflamação, edema entre fibras, neutrófilos, linfócitos e mastócitos. No G5, inflamação com muitas células inflamatórias entre as fibras, mastócitos e lesão por liquefação. Concluiu-se que a MEP® estimula a inflamação e provoca necrose por liquefação no tecido muscular sadio de ratos Wistar. Perderam-se algumas lâminas; analisaram-se três por grupo.

Ensaio clínico randomizado controlado avaliou os efeitos da microeletrólise percutânea (MEP®) sobre dor, amplitude de movimento (ADM) e rigidez matinal em pacientes com tendinopatia do calcâneo. Vinte pacientes foram divididos em Grupo Controle (G1), submetido a aquecimento, alongamentos, massagem, alongamento da fáscia plantar e exercícios excêntricos duas vezes/semana por um mês (oito sessões), e Grupo Tratamento (G2), que recebeu o mesmo protocolo mais MEP® uma vez/semana. Avaliaram-se rigidez matinal (VISA-A), ADM (goniometria) e dor (EVA) antes e após cada sessão. Na rigidez matinal, houve redução intragrupo no G1 (p<0,05) e no G2 (p<0,001), com redução maior no G2 (p<0,001). Para ADM, a análise intragrupo mostrou significância (p<0,05) para flexão plantar e eversão pré vs. pós em ambos os grupos; a intergrupos mostrou diferença significativa para flexão plantar e eversão (p<0,05). Para dor, não houve diferença significativa nas três primeiras sessões (p=0,059); houve diferença na sessão 4 (p<0,05) e nas sessões 5 a 8 (p<0,001). Concluiu-se que o G2 apresentou maior redução da dor, aumento da ADM do tornozelo e diminuição da rigidez matinal vs. G1. Limitações: métodos subjetivos (EVA e goniometria) e ausência de ultrassonografia com elastografia. A MEP® mostrou-se promissora, simples e com potencial impacto em custos de saúde pública.
