Fotobiomodulação
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Estudo comparativo, intervencional, transversal, randomizado e controlado avaliou o potencial hidratante da combinação entre LED vermelho e peptídeos de colágeno. Aprovado pelo comitê de ética sob parecer n° 5.373.586, incluiu 30 voluntários de 35 a 75 anos, ambos os gêneros, com algum grau de envelhecimento facial e sem comorbidades, divididos em Grupo Controle (GC, n=15) e Grupo Tratado (GT, n=15). O GC recebeu higienização com ativos anti-inflamatórios, antioxidantes, alfa e poli-hidroxiácidos e LED vermelho ANTARES-IBRAMED® (630 nm, 5 J/cm², 7,5 W, 11:30 min). O GT recebeu o mesmo protocolo acrescido de hidratação com a linha COLLAGENIC® (Collagenic P10 e Collagenic Sérum Firmante) e massagem. A hidratação cutânea foi avaliada por Corneometer® CM 825 antes, imediatamente após, 1 h e 24 h após, na hemiface direita, além de imagem 3D por scanner facial. Concluiu-se que o LED vermelho promove hidratação e, associado aos peptídeos de colágeno, potencializa a ação hidratante na pele, permanecendo ou melhorando por até 12 h.

Introdução: a foliculite decorre de infecção dos folículos pilosos, causada por bactérias como Staphylococcus aureus, com origem no pelo e no sebo. Objetivo: verificar os efeitos de um protocolo de tratamento para pústulas e lesões de foliculite associando fototerapia a princípios ativos cosméticos. Métodos: estudo experimental, descritivo e comparativo; foram selecionadas 10 voluntárias de 15 a 45 anos, com amostra final de 8 (80%). Utilizaram-se questionário adaptado e câmera fotográfica. O protocolo incluiu higienização e esfoliação, aplicação de LED azul, laser infravermelho invisível e creme antifoliculite; quatro sessões de 40 minutos, uma vez por semana. Resultados: na análise fotográfica, houve diminuição do tamanho de algumas lesões pustulares e desaparecimento de outras; observou-se melhora geral de 42,42% conforme contagem de lesões e análises fotográficas. Conclusão: houve redução do número de lesões, sugerindo que o protocolo proposto pode ser uma opção de tratamento para foliculite de origem mecânica.

Revisão sistemática avaliou a acupuntura a laser (AL) no manejo da dor lombar (DL). Pesquisaram-se PubMed, Scopus, Science Direct e PEDro em 13/05/2015, com palavras-chave sobre laser, acupuntura, DL e combinações. Incluíram-se ensaios clínicos randomizados; na ausência destes, estudos experimentais de grupo único, em inglês, com participantes com DL submetidos à AL. Excluíram-se revisões, editoriais, protocolos, livros, estudos com animais ou pessoas saudáveis e pacientes com outras doenças. Usou-se fluxograma PRISMA e nível de evidência NHMRC. O número de publicações (NP) na Science Direct foi o maior entre as bases, exceto para a palavra-chave laser. Em geral, o NP com AL foi muito pequeno. Resultados e conclusões dos artigos selecionados indicaram importância da AL na melhora de condições clínicas de pacientes com DL, mas sem significância estatística para as escalas DASS, PWI, NPRS, ODI, VAS e Ryodoraku. Os achados não são conclusivos para avaliar os efeitos da AL no tratamento da DL. A quantificação das escalas mostrou melhora nos pacientes tratados com AL, porém os mesmos achados ocorreram nos grupos controle. Assim, mais investigações sobre AL são necessárias para esclarecer sua eficácia na DL. Conclui-se que há interesse científico em estudar a AL, pois é não invasiva e amigável a pacientes com medo de agulhas; é importante desenvolver protocolos adequados e úteis sobre o controle do comprimento de onda e da dose do laser.

Estudo experimental avaliou os efeitos do LED (Light Emitting Diode) sobre hemácias de ratos Wistar. Cinco ratos machos (200–350 g) foram anestesiados e tiveram 4 ml de sangue coletados por punção cardíaca. O sangue foi dividido em quatro grupos: controle e três irradiados individualmente com LED azul (420–490 nm), verde (515–570 nm) e vermelho (620–680 nm), potência de 3 W, por 10 minutos, a 5 cm da superfície do sangue. As amostras foram analisadas por espectrofotômetro a 540 nm e submetidas a ANOVA e pós-teste de Tukey (p < 0,05). Todos os comprimentos de onda testados produziram hemólise maior que o controle em soluções hipotônicas de NaCl (0,02 a 0,06 M) (p < 0,01). Apenas a faixa de 515–570 nm (verde) promoveu hemólise maior que o grupo controle na faixa de 0,06 a 0,1 (p < 0,05). A irradiação com LED foi capaz de enfraquecer a membrana celular das hemácias. Segundo os autores, provavelmente a hemólise não traz prejuízo ao organismo, pois, por ser terapia local, a quantidade de hemólise é pequena e induz a reprodução de novas hemácias, melhorando suas funções fisiológicas.

O estudo investigou o efeito de diferentes comprimentos de onda de LED sobre a curva de sobrevivência de Escherichia coli AB1157 (proficiente no reparo de DNA) e BW9091 (deficiente), com possíveis ações genotóxicas. Culturas exponenciais foram incubadas em meio LB, centrifugadas, lavadas, suspensas em salina, semeadas em meio sólido e irradiadas com LED vermelho (630-780 nm), verde (490-565 nm), amarelo (590-630 nm) ou azul (440-490 nm) por 1 min, com contagens em 0, 30 e 60 min para cálculo da fração de sobrevivência. Em AB1157, observou-se maior sobrevivência com LED vermelho (80% em 30 min) e verde (estabilizada em 40% em 30 min), enquanto o azul reduziu para 10% em 30 min e o amarelo para 20% em 60 min. Em BW9091, houve redução total da sobrevivência com LED verde; 10% com vermelho em 30 min e redução total em 60 min; sobrevivência semelhante com amarelo em 30 e 60 min; e 50% com azul em 30 min, caindo para 10% em 60 min. Concluiu-se que os resultados de vigilância bacteriana mostraram efeito citotóxico, principalmente para luz azul (efeito bacteriano) e luz verde (efeito anti-inflamatório). Mecanismos possíveis incluem propriedades antioxidantes dos LEDs, produção de radicais livres e absorção direta pelo DNA com formação de fotoprodutos.

Estudo experimental, controlado e randomizado avaliou diferentes comprimentos de onda de LED na cicatrização cutânea de 25 ratos Wistar machos, divididos em cinco grupos: controle, LED vermelho (630–780 nm), verde (490–565 nm), azul (440–490 nm) e amarelo (590–630 nm). Após incisão cirúrgica dorsal de 1 cm², a terapia LED foi aplicada 24 h depois, 6 minutos/dia, por cinco dias, a 3 W, sem contato, a 90°. O LED vermelho apresentou melhor efeito antiedematoso. O perímetro foi reduzido em todos os grupos, com redução significativa (p<0,05) nos grupos verde e vermelho em comparação ao controle e azul. A melhor área foi com LED verde e o pior resultado com azul. Os autores concluem que a fototerapia não colimada com LEDs vermelho, verde, amarelo e azul melhora a cicatrização, principalmente com vermelho, e poderia ser incluída na prática fisioterapêutica por menor custo que o laser de baixa potência e por irradiar área maior.

O estudo avaliou os efeitos do LED vermelho no tecido dérmico de ratos Wistar. Trata-se de estudo experimental controlado e randomizado com 20 ratos machos, pesando 250–300 g, divididos em cinco grupos de quatro animais: G1 (10 sessões de 10 minutos), G2 (20 sessões de 10 minutos), G3 (10 sessões de 20 minutos), G4 (20 sessões de 20 minutos) e G5 (controle). Após as aplicações, foram coletados fragmentos da pele abdominal para análise histológica com HE, tricrômico de Masson e Verhoeff. Observou-se presença de microvasos dérmicos com resultados significativos entre G2 e G5. Em relação aos mastócitos, houve resultados significativos entre G1 e G3. A análise das fibras elásticas apresentou resultados significativos nos grupos G1, G2, G3 e G4 em comparação ao grupo controle (G5). Quanto às fibras colágenas, os grupos tratados, comparados ao controle, não apresentaram diferença significativa.

Estudo experimental avaliou os efeitos do LED na cicatrização de feridas cutâneas em 29 ratos Wistar machos (275±25 g, 12±2 semanas), divididos em controle, LED verde (515-525 nm) e LED vermelho (620-630 nm). Após incisão dorsal de 2 cm², a fototerapia iniciou 24 horas depois, 6 minutos por sessão, uma vez ao dia, por 5 dias; a eutanásia ocorreu no 7º dia. A análise histológica por hematoxilina-eosina e tricrômico de Masson mostrou tecido de granulação mais desenvolvido nos grupos irradiados do que no controle. Células inflamatórias crônicas (monócitos, macrófagos, linfócitos e plasmócitos) predominaram com a fototerapia verde. A epitelização das margens da ferida e a formação de cicatrizes com melhor qualidade, com maior deposição de colágeno, ocorreram com o LED vermelho. Entretanto, a fototerapia não colimada de 620-630 nm (vermelho) provocou melhores efeitos anti-inflamatórios. Diante dessas respostas com fototerapia não colimada verde e vermelha, concluiu-se ser possível o uso desses comprimentos de onda com benefícios, preponderantemente com LED vermelho.

Relato de caso que avaliou a influência da laserterapia de AsGa (632,8 nm) na cicatrização de úlceras diabéticas. A úlcera no pé diabético, quando não tratada, pode evoluir com complicações crônicas, incluindo amputação e reamputação incapacitante; fatores associados incluem neuropatia periférica, diabetes de longa duração, controle glicêmico inadequado, deformidades e traumas nos pés, isquemia e infecção. O laser é descrito como estímulo à microcirculação, à produção de colágeno e de ATP, ao aumento da velocidade mitótica celular, favorecendo cicatrização e redução da dor. No caso, um paciente com úlcera em calcâneo e hálux foi tratado com laser AsGa (632,8 nm), dose de 60 a 120 J/cm², potência de 150 mW, durante seis semanas, totalizando 10 sessões. A avaliação usou registros fotográficos e mensuração da ferida com régua milimetrada, com área em cm². Observou-se redução significativa das úlceras a partir da terceira sessão, acompanhada de diminuição da dor. A conclusão do relato foi que o laser AsGa apresentou bom resultado no tratamento da úlcera em pé de paciente diabético, diminuindo a intensidade da dor e facilitando a cicatrização.
