Cirurgia Plástica

Complications from laser Endolift use: Case series and literature review

Complications from laser Endolift use: Case series and literature review

O Endolift usa laser de 1470 nm por fibra óptica no tecido subdérmico para reduzir gordura subcutânea e tonificar a pele por neocolagênese; no Brasil, popularizou-se como Endolaser, também com 980 nm. Poucas complicações foram previamente relatadas, geralmente eritema, edema, equimose e paralisia nervosa leves e transitórias, mas casos graves aumentaram no Brasil. O estudo descreve a experiência dos autores com complicações após endolift/endolaser no Brasil e revisa brevemente a literatura mundial. Métodos: revisão narrativa exploratória de artigos (2000–2023) em MEDLINE, PubMed, SCIELO, LILACS e Google Scholar, acrescida de série multicêntrica de casos de complicações no Brasil. Resultados: a técnica pode causar lesões importantes quando faltam critérios de antissepsia, dosimetria e controle da temperatura cutânea. As complicações mais comuns foram neuropatias periféricas, queimaduras, infecção local e esteatonecrose, considerada a principal; também hematoma, edema, hipercromia e quebra de fibra óptica. Efeitos leves incluíram eritema, edema, hematoma e parestesia, resolvidos em 2 a 7 dias; em pálpebras, houve 9 hipoestesias transitórias (3,45%) e 3 queimaduras térmicas (1,15%). Conclusão: apesar de poucos relatos, complicações graves ao laser subdérmico por fibra óptica (1470 nm e/ou 980 nm) são possíveis e tornaram-se comuns no Brasil, exigindo controle dosimétrico, instrumentos adequados para temperatura cutânea e rigor de biossegurança, principalmente antissepsia.

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