Effects of Radiofrequency on Muscle Tissue Regeneration

Estudo experimental, pré-clínico, controlado e randomizado avaliou o efeito da radiofrequência (RF) na regeneração muscular em 40 ratos Wistar, divididos em G1 (controle), G2 (lesão sem RF), G3 (RF após 72 horas da lesão) e G4 (RF após 7 dias). A lesão foi induzida por criólise no gastrocnêmio. A RF foi aplicada três vezes por semana por 21 dias, com onda senoidal, 0,5 MHz, área de 5 cm², potência de 45%, aplicação de dois minutos e intensidades de 15 segundos para aquecer a cabeça, um minuto a 20% e um minuto a 10%. Foram realizadas análise histológica e teste de tração mecânica para carga máxima (CM) e alongamento máximo (AM). Houve perda amostral de cinco animais, sem comprometer as análises. No G3, o processo inflamatório foi otimizado em comparação aos demais grupos, com fibras musculares intactas e discreto processo de regeneração. No G4, observou-se inflamação intensa, tecido de granulação significativo, fibrose e cicatrização. Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos nas propriedades biomecânicas. Concluiu-se que a RF foi mais eficaz quando aplicada 72 horas após a lesão e não interferiu nas características biomecânicas musculares; os autores sugerem que ela possa ser um recurso terapêutico para reabilitação de lesões musculares em humanos, com necessidade de novos estudos. Limitações: ausência de instrumentos quantitativos mais precisos na histologia e de análise imuno-histoquímica; sugerem-se novos estudos.
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