Relação Entre Força Abdominal, Abdome Protuso E Ângulo Lombossacral Em Mulheres Jovens

Estudo descritivo-exploratório com 18 acadêmicas de fisioterapia da Universidade Potiguar (Natal/RN), de 20 a 30 anos, nulíparas e IMC normal, realizado entre março e maio de 2005. Objetivou investigar a relação entre hiperlordose lombar, abdome protuso e força abdominal por fotometria, radiografia e eletromiografia de superfície. Na fotometria, 50% apresentaram hiperlordose, 44,44% lordose normal e 5,56% hipolordose. Na radiografia, 72,22% tinham ângulo lombossacral normal e 27,78% hiperlordose, sem hipolordose. Entre as hiperlordóticas radiologicamente confirmadas, 60% tinham abdome protuso; 80% mostraram desequilíbrio dos potenciais de ação (diferença mínima de 14 µV); 60% atingiram grau 5 de força para reto-abdominais, 20% grau 4 e 20% grau 3; 100% dos extensores da coluna tiveram grau 5. A parede abdominal estava anteriorizada em 61,11% da amostra. Na EMG, hiperlordóticas com potencial acima de 90 µV tiveram grau 5 para reto-abdominais, e graus 4 e 3 ficaram entre 70 e 90 µV. Concluiu-se que a radiografia foi mais eficaz que a fotometria; a hiperlordose pode associar-se ao abdome protuso, mas não se pode afirmar causa e consequência; a fraqueza abdominal não se ligou à acentuação da lordose; e o potencial de ação relacionou-se à força dos reto-abdominais, não havendo indícios para os extensores. Recomenda-se replicar com amostra maior e incluir inatividade física nos critérios.
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